Kodomokai ABC
   
border=0
 
   Arquivos

20/02/2005 a 26/02/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
16/01/2005 a 22/01/2005
05/12/2004 a 11/12/2004
24/10/2004 a 30/10/2004
17/10/2004 a 23/10/2004
03/10/2004 a 09/10/2004
19/09/2004 a 25/09/2004
05/09/2004 a 11/09/2004
 
border=0
Outros sites

 Seicho no Ie
 Yahoo Grupos - Kodomokai Shidosha
 Site da Eliana
 Atividades com Crianças
 Lendas do Japão
 Jogos Antigos


Votação
Dê uma nota para meu blog



border=0
 


Pesque e brinque - reportagem com a participação de Akimi Ninomiya do Kodomokai Rudge Ramos

Fim de semana tem pescaria

Pescar é o passatempo de uma turma que não abre mão de segurar uma varinha na beira do rio, esperando o peixe fisgar. “É melhor do que jogar bola, andar de bicicleta ou brincar no computador”, diz Daniel Suenaga, 10 anos, de São Bernardo. Quase toda semana, ele e as primas Raquel Ninomiya, 7 anos, e Karen Saton, 12, correm com a família para a represa Billings, em São Bernardo. Isso acontece desde que eles eram muito pequenos. “Na nossa família, as crianças aprendem a falar mamãe, papai e depois peixe”, diz Angela Ninomiya, mãe de Raquel.

O passeio é uma festa: chegam cedinho e só saem da beira do rio à noite. Histórias de pescador, claro, não faltam: “Uma vez, peguei um peixão vermelho, mas ele escapou e voltou pra água. Na hora fiquei triste, mas depois peguei outros”, conta Daniel. “Gosto deles porque brincam com a gente. Teve um que deu rabadas nas minhas bochechas”. Mas é Raquel que se orgulha de ter pego o maior peixe da turma. “Foi na praia e era bem grande. Nem acreditei quando vi”. E Karen é quem conseguiu mais peixes num único dia: “Foram mais de dez”.

Essa turminha está sempre de olho no tamanho do peixe. Se for pequeno, não serve e volta para a água. Se for grande, eles o levam para casa e fazem sashimi, prato japonês com peixe cru. “No começo, ficava com dó, e minha mãe falava para devolver os pequenos na água para que pudessem crescer mais. Agora, acho normal”, fala Daniel.

Barriga cheia – Para matar a fome entre uma fisgada e outra, a família come sushi (enroladinho de arroz), frango e salgadinhos. Para a isca, eles levam milho, minhoca e massinha. De barriga cheia, eles descansam no carro da família. “Às vezes, dá muito sono ficar na represa e, à noite, os peixes não vêm até a beira da água”, diz Daniel.

Trazendo o lixo de volta

O respeito ao meio ambiente é uma das grandes preocupações dos irmãos Vitor, 8 anos, e Renan Mitsuya Nakamura, 12. Eles estão cansados de ver latinhas de refrigerante e garrafas descartáveis na água. “Quando vamos pescar com meu pai, sempre levamos um saquinho plástico para depositar o lixo que produzimos. Também costumamos recolher a sujeira que fica boiando na água”, fala Renan.

Apesar de morarem em São Bernardo, eles não costumam pescar na represa Billings. Sempre viajam para longe. No último feriado, foram pescar em Santa Catarina. “Aqui a água está muito poluída e com poucos peixes porque ninguém preserva nada”, diz Renan.

Os irmãos lembram que a gente não deve arrancar galhos e folhas da beira do rio. Afinal, a vegetação é importante para preservar o ecossistema e manter os peixes por perto. E tem mais um detalhe: “É bom pescar em lugar com muitas árvores porque elas fazem sombra e assim dá pra descansar”, fala Vitor.
Quem usa carretilha ou molinete precisa ter licença para pescar em rios, mares e represas. Isso não é necessário em pesque-pague nem para quem pesca com varinha simples. A licença custa R$ 20 para pesca em terra e R$ 60 para quem usa barco. Vale por um ano.

Mais informações: tel.: (61) 316-1234 ou no site www.ibama.gov.br/pescaamadora/licenca/.

Pesca esportiva

A pesca defendida pelos ambientalistas é a esportiva, na qual o peixe é devolvido à água depois de capturado. Com isso, essa prática não afeta a natureza. “Prefiro a pesca esportiva. Uso isca artificial, porque dá para fazer ziguezague com ela na água e atrair o peixe pra beira do rio. Depois, pego o peixe com um alicate especial, que não machuca sua boca, e o devolvo à água”, conta Renan. “Uma vez vi um homem batendo com um pau na cabeça de um dourado. Nunca faria isso. Também só pego peixe acima do tamanho mínimo. Já peguei dois peixes de 9 quilos: um xaréu branco e uma anchova”.

O mesmo não acontece com a pesca predatória, na qual são pescados peixes de todos os tamanhos e em número muito maior ao necessário para alimentação da família. Por causa disso, muitas espécies correm risco de extinção. Pior ainda é a pesca feita com redes e tarrafas, que capturam grande número de peixes de uma vez só, sem se importar com o tamanho de cada um nem com o período de reprodução.

A qualquer hora

Laís de Carvalho, 11 anos, de São Caetano, também já conheceu muitos lugares por causa da pesca. “Já pesquei em Boa Esperança, Três Pontas e Varginha, em Minas Gerais”, diz. Ela prefere pescar no fim do dia. “Meu pai leva bóia colorida que fica iluminando tudo à noite. É bonito”.

Já Eric Rossi, 13 anos, pesca a qualquer hora do dia ou da noite. O garoto ajuda o pai a manter um pesqueiro em São Bernardo e sabe tudo sobre peixe. Sempre participa dos campeonatos que o pai organiza. “Já peguei terceiro lugar com uma carpa cabeçuda de 10 quilos”, lembra. “O único problema é que vejo tanto peixe que perco a vontade de comê-lo. Prefiro carne e macarrão”, diz.

Qual a melhor época ?

Há peixes o ano todo em reservatórios e pesque-pagues, porque eles estão concentrados num lugar só. Nos rios e mares, é variável, de acordo com período de reprodução, tipo de peixe e época do ano. Na Billings, em São Bernardo, a melhor época é entre novembro e março. Lá as espécies mais comuns são tilápia, acará, lambari, bagre, traíra e carpa.

A lua também influencia muito. A lua cheia é ideal, mas minguante e crescente são boas também, porque a correnteza no mar é menor, facilitando o posicionamento da isca, e o peixe fica mais próximo, já que o volume de água nessa área é menor.

Fique de olho nestas dicas

- Não é preciso soltar todos os peixes pescados, apenas os mais jovens para que possam dar continuidade à espécie.
- Nunca solte o peixe antes que ele esteja totalmente recuperado.
- Use anzóis sem farpa, que machucam menos o peixe.
- Nunca segure o peixe pelas brânquias (guelras), para não machucá-lo.
- Deixe o peixe fora da água o menor tempo possível.
- Ao retirá-lo da água, coloque-o num puçá (rede) ou bicheiro (alicate para peixes maiores).

Fonte: Diarinho



Escrito por TUM às 15h25
[   ] [ envie esta mensagem ]






[ ver mensagens anteriores ]
border=0